E.F.M-M  FUTURO



Madeira - Mamoré  Railway  Society  e
  Associação dos Amigos da  Madeira-Mamoré

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Projeto de restauração e revitalização para E.F.M-M
 de autoria do arquiteto Luiz Leite de Oliveira propõe :





1 - a restauração dos prédios originais;


2  - o renivelamento do pátio de manobras;


 
3 - a continuidade do passeio de trem até o Km 25;

 
4 - a recuperação do meio-ambiente em torno da linha férrea;
 

5 - a implantação de estacionamentos e de um elevador
interligando o pátio ferroviário aos Mirantes I e II

 


Em maio de 2002, o Governador José de Abreu Bianco, em seu último ano de governo divulgou um projeto que prevê a recuperação do pátio da E.F.M-M e da beira rio em Porto Velho.


O arquiteto Luiz Leite de Oliveira, um dos principais membros da A.A.M-M, foi o vencedor da licitação pública, e apresentou uma proposta que resultou no Projeto de Restauração e Elementos de Integração no Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e Beira Rio. Muitos dos prédios existentes neste local são originais da época da construção da ferrovia, 1907-1912, e a área e de importante valor histórico.

A área na qual está localizada esta ferrovia, até o presente momento, está abandonada e desprotegida. O museu ferroviário e a oficina ocupam dois dos enormes armazéns, na margem do rio, mas o restante da área é freqüentada por vendedores de drogas e prostitutas e concentra um grande número de bares.

Algumas construções feitas dentro do pátio ferroviário, como uma praça, bancos e mesas de concreto, jardineiras, estacionamento e um anfiteatro, feitas aos longos dos anos, são elementos que não se integram ao conjunto arquitetônico. Entendemos que qualquer interferência neste sítio histórico deve ser precedida de estudos técnicos e devem privilegiar a restauração dos prédios, a conservação dos elementos originais e a revitalização do espaço.

O projeto do arq. Luiz Leite propõe a restauração dos prédios originais; o renivelamento do pátio de manobras; a continuidade do passeio de trem até o Km 25; a recuperação do meio-ambiente em torno da linha férrea; a implantação de estacionamentos e de um elevador interligando o pátio ferroviário aos Mirantes I e II.

Embora não tenha recebido o pagamento integral por este trabalho, o arquiteto Luiz Leite acredita que este projeto marca o seu envolvimento pessoal e profissional com a E.F.M-M. O projeto e considerado ambicioso e tem sido, em geral, aceito pelos administradores públicos e políticos de Rondônia. O problema e a falta de recursos estaduais disponíveis para a sua execução.

Os serviços diários desta estrada-de-ferro tem sido se restringido a uma péssima conservação e limpeza, interna e externa do museu, da oficina e da estação de passageiros, realizada por alguns funcionários públicos disponibilizados pelo Governo de Rondônia. Uma vez que, este órgão cultural não e beneficiado com verbas do orçamento estadual e não possui autonomia administrativa-financeira.

O novo Governo de Rondônia que assume a administração do Estado, em janeiro de 2003, tem um desafio que e destinar ou viabilizar verbas para a execução deste projeto. Acreditamos que o novo clima político brasileiro, ocorrido com as eleições gerais, de 2002, possa beneficiar a conservação e o resgate do patrimônio histórico-cultural no Brasil.
Este projeto e um passo importante para a restauração, conservação e revitalização desta ferrovia e tem recebido o apoio da A.A.M-M e da M-M.R.S. Estas entidades entendem que o principal problema e a falta de financiamento para este projeto; para a a conservação do acervo ferroviário e do museu; recuperação das locomotivas; conservação dos enormes equipamentos e construções existentes ao longo da estrada-de-ferro entre Porto Velho e Guajará-Mirim.

Uma outra questão que tem preocupado os membros destas Associações e a maneira como as autoridades públicas, estaduais e municipais, tem tratado o patrimônio remanescente da EFM-M. Observamos que falta aos administradores deste patrimônio histórico uma preocupação com o resgate da memória ferroviária e com a recuperação e restauração de todo o acervo móvel e imóvel. Uma vez que, eles têm privilegiado o simples funcionamento do trem. Por outro lado, se torna necessário a implantação de projetos sócio-culturais, a qualificação dos funcionários e a implantação de novos serviços.


CLIQUE ACIMA PARA VER AS FOTOS DO PROJETO




A estrada de ferro Madeira-Mamoré está em estado terrivel:

Depois de um desmoronamento de terra, em Dezembro 2000 no km 3, o passeio  turístico aos domingos parou.



Nenhuma tentativa de  resgate da linha foi feita.

A rotunda está abandonada, com ferrugem, e o prédio está sendo usado para    vendas de drogas.
 
O pátio da estação em Porto Velho está sendo centro de prostituição e os vagões vem sendo vandalizados.


Não há nenhuma evidência de que verbas foram gastas em  peças, locomotivas e vagões.

Não há segurança própria no museu.

O acervo e centro de documentação foram removidos várias vezes durante os últimos dez anos. Os documentos não têm proteção
contra as condições climáticas.

Funcionários do ferrovia e do museu recebem os salários  atrasados, e algumas  vezes deixam de receber.


A estrada de ferro foi declarada o patrimônio histórico. A administração e funcionamento do dia a dia está sob a responsibilidade do Governo Estadual de Rondônia. A Associação dos Amigos da Madeira-Mamoré e a Madeira-Mamoré Railway Society acredita que o Governo tem falhado nesta responsabilidade junto ao patrimônio histórico do estado.

Marco Antônio Domingues Teixeira and Odete Alice Marão de Carvalho são dois professores de história na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Na matéria publicado em 2001 (Vales do Madeira e Mamoré, uma Proposta de Sustentabilidade a Partir das Atividades do Turismo Ambiental, Histórico e Cultural, Editora UNIR) fazem uma alerta para Rondônia: "É importante observar que todo este conjunto (patrimônio histórico, patrimônio ambiental, cultura típica, folclore, festejos e populações beiradeiras) encontra-se francamente desprotegido, ameaçado e ignorado pelos poderes públicos, empresários e segmentos ligados ao setor turístico". A Madeira-Mamoré Railway Society está trabalhando para mudar este ponto de vista de poderes públicos.

A Sociedade, juntamente com os Amigos do Trem Madeira-Mamoré com sede em Porto Velho, Rondônia,  organizou um seminário internacional em Porto Velho-RO entre dia 28 e 30 de Novembro 2001.

Representantes nacionais da Associação Brasiliera de Preservação Ferroviária (ABPF), O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e peritos em museus do Rio de Janeiro e São Paulo,  acadêmicos dos EUA e Inglaterra. Também no seminário havia respresentantes de grupos de preservação locais  mais de 300 pessoas do público do Porto Velho.

Foi evidente para todos que durante o seminário internacional que existe uma ligação forte e emocional entre a população de Rondônia e a história da estrada de ferro. Habitantes de Porto Velho expressaram tristeza e indignação sobre o abandono do patrimônio para com as autoridades locais. Pesquisas feita pela Madeira-Mamoré Railway Society indicam que o Museu da EFM-M tem um dos maiores número de visitantes de qualquer outro museu do trem no Brasil. Apesar das condições precárias em exposição e  falta de interpretação, e há uma audiência enorme  esperando para desfrutar de um museu e patrimônio profissionalmente bem administrado.

O desafio é para dissuadir os políticos e as pessoas que têm e poder para fazer algo, para ouvir e entender a importância da EFM-M para a região, em termos de patrimônio histórico, do potencial de turismo, educação e o criação de novos  empregos.

Uma equipe juntamente com os Amigos do Trem em Porto Velho esta criando um plano de ação para resgatar, preservar, restaurar a EFM-M. Este não será um trabalho simples, vai precisar de tempo e verbas. Precisamos  de patrocinadores, empresários e co-sócios de setors público e privado. A luta da Madeira-Mamoré Railway Society é para conseguir apoio internacional para ajudá-los neste objetivo.

Temos em vista a criação de um museu vivo, dedicado a memória das vidas daqueles que construíram a estrada de ferro, aos trabalhadores da EFM-M, e os passageiros que viajaram no trem.


Atenciosamente


Associação dos Amigos da Madeira-Mamoré (A.A.M-M)
Madeira-Mamoré Railway Society (M-M.R.S.)
 

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